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MÍDIA NEWS

Juro Alto, Atividade Fraca e Eleição Determinante

5 de out.
2 min de leitura

Setembro reforçou a tendência que vinha se desenhando, com o aumento das taxas de juros no mercado internacional, e consequentemente, o custo do dinheiro no mundo está em patamar mais alto, devendo ficar assim por mais tempo. As taxas longas americanas seguem pressionadas pela combinação de déficit fiscal, forte demanda por capital das empresas de tecnologia e inflação ainda resistente. Os Bancos Centrais, por sua vez, voltaram a subir o juro para conter as pressões altistas da inflação.


No Brasil, o quadro é outro. Os dados de atividade seguem desacelerando de forma mais clara. O efeito de três anos de juro real elevado, com inadimplência nas máximas, está refletindo no consumo, no crédito e nos indicadores de confiança. O impulso fiscal do primeiro semestre perdeu força e a leitura é de que o PIB de 2026 venha abaixo do que era esperado no início do ano, com o desempenho de 2027 ainda mais fraco.


O fato mais relevante para a mudança nas expectativas domésticas foi o resultado eleitoral do 1º turno, com uma mudança significativa na composição do Congresso, onde em 2027 deverá assumir uma maioria partidária capaz de promover reformas estruturais. No Senado, o PL elegeu mais de 1/3 da bancada e terá controle sobre a pauta e todas as comissões, passando do tradicional Governo de coalizão para um Governo mais partidário. A dúvida para o início dos trabalhos legislativos é se o foco será maior em pautas de costumes, ou de reformas estruturais. Esse posicionamento será relevante para a definição da nova política econômica.


Como era o previsto, as pesquisas indicaram eleição acirrada até o dia da votação, mas o resultado foi mais claro que o esperado. O preço dos ativos brasileiros já estava melhorando levemente nas semanas anteriores à eleição, pela queda marginal do juro local, mas iniciamos o pós 1º turno com forte oscilação positiva. O objetivo da alocação estratégica a partir de agora será na adaptação para o esperado cenário de ajuste fiscal, busca por aumento na produtividade e a nova agenda do Governo.


Nas últimas semanas houve uma abertura relevante dos spreads no mercado de crédito incentivado, e vários papéis passaram a negociar em níveis que não víamos há muito tempo. Parte desse movimento reflete ofertas primárias no radar dos grandes emissores de dívida e com alguns fundos preparando o caixa para uma nova leva de resgates, principalmente de investidores que já sofrem com uma rentabilidade ruim nos últimos meses. Nestes momentos de volatilidade, os mercados costumam oferecer oportunidades e entendemos que o nível dos spreads atuais parece atraente, mesmo com um técnico ruim.


Viemos até aqui com uma alocação cautelosa no risco de mercado das carteiras, alocados em posições conservadoras e bastante líquidas, para aproveitarmos as oportunidades que estão surgindo agora.


Abaixo elaboramos esses temas com maior profundidade.


Boa leitura!



 
 
 

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