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MÍDIA NEWS

Ventos de alívio, horizonte de cautela

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Na última semana de junho o BIS (Bank of International Settlements) divulgou o seu Relatório Econômico Anual de 2026, com a mensagem central de que a economia global continua resiliente, porém, com riscos estruturais que se avolumam.


A leitura não é tão alarmante como em outros momentos pós pandemia e sim mais atenta aos riscos estruturais de temas como: a) a relação entre dívida pública e estabilidade financeira, b) choques de oferta mais frequentes e c) possibilidade de fragilidades nos mercados financeiros.


As implicações no mercado de investimento tendem a ser uma maior pressão inflacionaria e o juro global pode permanecer mais alto, por período mais longo do que em experiencias anteriores.


Além disso, uma preocupação constante em todas as discussões é sobre o boom da Inteligência Artificial que, ao mesmo tempo em que está produzindo fortes ganhos de produtividade, também tem demandado investimentos trilionários, que reforçam a leitura cautelosa acima.


Com farol mais baixo, avaliando o mês de Junho e o curto prazo, tivemos o alívio do conflito no Oriente Médio, com forte redução do preço do petróleo, que voltou ao patamar pré-crise e, também, a posse do novo Presidente do banco Central Americano (FED), Kevin Warsh. No Brasil, mesmo com a queda no preço do petróleo no mercado internacional, a expectativa de inflação continua pressionada pelo robusto impulso fiscal patrocinado no primeiro semestre desse ano eleitoral. Nossa avaliação é que o juro básico, a Selic, termine o ano em 14,00 %a.a., algo como 200 pontos percentuais acima do esperado há 6 meses, mantendo uma elevada sobrecarga no custo financeiro das empresas, por período mais longo que o previsto.


2027 tende a ser um ano de ajustes e a capacidade fiscal do Governo brasileiro, qualquer que seja, será baixa. Portanto, aliado ao 3o ano de alto juro real, estimamos que não haverá expansão de gastos públicos suficiente para manter a atividade econômica no ritmo atual.

A projeção é de crescimento do PIB brasileiro em torno de 2,2%, nesse ano, caindo para algo em torno de 1%, ou menor, no ano que vem.


O fluxo de alocação para ativos brasileiros perdeu o impulso nos últimos meses, porém a cotação do Real continua próximo das mínimas frente ao USD, mas a demanda por ações de empresas brasileiras perdeu força. No mercado de crédito, enquanto a inadimplência continua alta em todos os segmentos, os títulos “High Grade” (com menor risco de crédito), estão sendo bastante valorizados.


Abaixo elaboramos esses temas com maior profundidade.


Boa leitura!!



 
 
 

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