Perspectivas 2026 Mais Resiliência e Fragilidade na Economia Global
- enricoballarati
- 7 de jan.
- 2 min de leitura

O mapa econômico, financeiro e de investimentos para 2026 segue o mesmo do ano anterior em muitos aspectos, mas talvez o principal continue sendo o risco geopolítico, que segue crescendo significativamente. A novidade do ano novo foi a intervenção dos EUA na Venezuela, sem muita satisfação, constituindo em um fato novo para o país, depois de 27 anos de Chavismo. Na cena internacional, o Brasil sai menor, pela inação, mas não deverá ser muito relevante à nossa analise, pois o principal evento para os brasileiros é a definição eleitoral e, por consequência, a política econômica que vigorará nos próximos anos.
Nesse contexto, a época de dinheiro barato vai ficando para trás, e tende-se a aumentar o prêmio para qualidade e seletividade. Duration com disciplina, crédito com foco em geração de caixa e garantias, ações de companhias com resultados resilientes e, especificamente no Brasil, carrego ainda relevante, mas com assimetria fiscal. Conforme caminhamos nessa direção, investimentos ativos deverão ser mais alocados que os passivos. Entretanto, não devemos ter muita pressa nessa direção.
Por outro lado, a desvalorização do dólar norte-americano mexe bastante com os portfólios e isso exige amplitude de escopo. Alocar em geografias e moedas alternativas se torna ainda mais relevante.
Para a alocação offshore em renda fixa, implementamos a redução de duration em 2025 e assim manteremos. O dólar tende a continuar se desvalorizando, sugerindo maior diversificação internacional.
Nas posições em Brasil, iniciamos o ano sugerindo aplicações conservadoras, com o benefício da alta taxa de juro e analisando o desenrolar do cenário eleitoral, que poderá trazer muita volatilidade e oportunidades à frente.
Commodities não é um grupo homogêneo, mas podemos dizer que os preços serão mais determinados por China e fatores Geopolíticos, do que por demanda sincronizada. Em Geopolítica, inclui-se a necessidade de maiores gastos militares, que pressionam o orçamento dos países produtores de combustíveis fósseis. Nesse ambiente, produtos que trazem eficiência tecnológica estarão em alta, petróleo não terá muita força pra subir, e o ouro e suas derivações, também devem permanecer em alta.
O contínuo ganho de produtividade na agricultura (inclusive no Brasil) tende a manter os preços em baixa, sendo mais uma força desinflacionária global.
Boa leitura!!




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